O balão intragástrico surgiu há pouco mais de 15 anos, inspirado na observação de que pessoas que tinham o hábito de comer cabelo, emagreciam muito ou permaneciam sempre magérrimos e constataram que um bolo de cabelo acumulava-se no estômago, ocupando quase que sua totalidade, dando uma saciedade com o mínimo de alimento. Assim desenvolveram inúmeros balões que eram insuflados no estômago das pessoas, dos mais diversos materiais, até que chegaram a um balão bastante seguro, de silicone reforçado que começou a ser utilizado nos pacientes superobesos, que não tinham condições clínicas para realização de uma cirurgia bariátrica e necessitavam de uma perda de pelo menos 10% do peso inicial.
Com o passar do tempo esse procedimento mostrou-se bastante seguro e começou a ser indicado para pacientes com obesidade não tão severa, que não tinham indicação de cirurgia bariátrica e ao mesmo tempo o tratamento clínico isoladamente não havia surtido o efeito desejado.
Trata-se de um balão de silicone que possui uma válvula lisa e um cateter de introdução, por onde é insuflado dentro do estômago do paciente com solução salina e azul de metileno estéreis, o formato expansível do balão permite um ajuste do volume do enchimento no momento da colocação de 400 mL a 700 mL. Uma válvula auto selante permite o desacoplamento do cateter externo utilizado para o enchimento.
O balão é posicionado dentro do estômago, e enchido com solução salina, levando-o à expansão em uma forma esférica. Devido às características de cada paciente, o BIG foi projetado para ter o seu volume ajustado no estômago do paciente.
O balão cheio é projetado para atuar como um bolo alimentar artificial, e se mover livremente dentro do estômago. O Balão intragástrico, foi projetado para auxiliar na perda de peso corpóreo através do enchimento parcial do estômago induzindo à sensação de saciedade.
A colocação é apenas um tratamento auxiliar, não é uma cirurgia, e deve ser temporária, ou seja, o balão permanece no estômago por seis ou 12 meses. Além disso, ele não provoca nenhuma mudança metabólica.
No brasil são aprovados pela ANVISA alguns tipos de dispositivos diferentes, de acordo com seu tempo de permanência e solução preenchida internamente, segue abaixo alguns deles, com algumas características:
Orbera (6 meses) – preenchido com Líquido, não ajustável. SITE: www.orbera.com/br
Heliosphere (6 meses) – preenchido com Ar, não ajustável.
Spatz3 (12 meses) – preenchido com Líquido, pode ser ajustado seu volume durante o período de permanência com o balão. SITE: www.canalspatz.com.br
A presença do balão inflado dentro do estômago ocupa um espaço que seria do alimento, causando saciedade precoce. O balão intragástrico é colocado e retirado por endoscopia, não exigindo afastamento das atividades do dia-a-dia.
Desenvolvido para proporcionar uma sensação de saciedade precoce, o uso do balão, reduz a ingesta de alimentos e facilita a mudança de hábitos de vida em seis meses, período máximo de permanência do dispositivo no estômago.
Associado a uma alimentação balanceada, práticas esportivas e apoio psicológico, o balão intragástrico é um eficiente aliado na prevenção da obesidade.
É esperada uma perda de peso, após seis meses da colocação do balão, variando de 14 a 25 kg, ou uma redução de 15 a 20% do peso inicial. Isto acontece na maioria dos pacientes, mas alguns não perdem peso ou ganham seu peso de volta. A presença do balão, assim como a cirurgia da obesidade bem sucedida, somente funciona como auxílio à perda de peso e não é algum tipo de garantia. O paciente deve cooperar e fazer mudanças no seu estilo de vida, com várias pequenas refeições diárias, cortando os lanches, bebendo quase todos os líquidos sem calorias, comendo vagarosamente e fazendo outras mudanças nos hábitos de come e beber.
O Balão Intragástrico é indicado para uso temporário como terapia para redução de peso em pacientes obesos (ex.: obesidade mórbida) que apresentam risco de vida significativo relativo à sua obesidade e que tenham falhado em atingir ou manter a perda de peso através de programas de controle de peso supervisionados por médicos. (Veja indicações mais específicas abaixo).
Pacientes com IMC maior que 27, refratários ao tratamento clínico, que apresentam contraindicações para o tratamento cirúrgico ou não aceitam o tratamento cirúrgico e apresentam doenças associadas à obesidade.
CLÍNICA E ENDOSCÓPICA: Iniciar um tratamento clínico e posterior com endoscopia, para avaliação prévia de doenças como: úlceras, gastrites, H Pylori etc.
NUTRICIONAL: Avaliação obrigatória, onde serão feitas medidas do peso, da distribuição e do percentual de gordura corpórea. O paciente é orientado quanto a todas as mudanças que seus hábitos alimentares irão sofrer, bem como os alimentos que deverão ou não ser utilizados. Este acompanhamento deverá ser continuado durante todo o período de tratamento.
O nutricionista é parte da receita para um bom resultado. Além de proporcionar mais qualidade em suas refeições equilibrando e controlando a ingestão dos alimentos durante cada refeição, o acompanhamento do nutricionista auxilia os pacientes a desenvolverem bons hábitos alimentares, importantes para manter o peso após a retirada do balão.
PSICOLÓGICA: De acordo com o perfil psicológico do indivíduo, ele poderá ser orientado a fazer um tratamento psicoterapêutico antes e/ou após o procedimento, tratando distúrbios emocionais que tenham contribuído para a instalação da obesidade, ou que tenham surgido em conseqüência desta. É indispensável que o paciente tenha a intenção de mudar seus hábitos de vida e que permaneça sob o acompanhamento multidisciplinar e psicológico. O acompanhamento psicológico irá ajudar a traçar metas realistas quanto à perda de peso e a imagem futura, e auxiliar na reintegração do indivíduo com o meio em que vive e consigo mesmo.
É essencial que o paciente conscientize-se das mudanças que enfrentará após a colocação e retirada do balão. Nesse sentido, o acompanhamento psicológico é uma parte importante e a avaliação pré-procedimento é imprescindível, o que contribuirá para o sucesso do tratamento.
ATIVIDADE FÍSICA: Quando combinado com outras mudanças no estilo de vida, o exercício é importante para a redução geral do peso corporal e da manutenção subsequente da perda de peso após a remoção do balão intragástrico.
Durante a primeira semana não deve planejar nenhuma atividade vigorosa. Uma vez que o seu corpo esteja ajustado o Balão Intragástrico, poderá continuar as suas atividades normais. Recomenda-se iniciar um programa regular de exercício que vai melhorar o êxito do Balão Intragástrico.
· Tempo de permanência no estômago de 06 ou 12 meses.
· O Balão intragástrico proporciona perda de peso média de 15 a 20%.
Método temporário implica na mudança de hábitos alimentares e de estilo de vida do paciente durante e após o término do tratamento para manutenção dos resultados. Contudo, é importante ressaltar que o balão ajuda em muito na promoção destas mudanças, além de nossa Equipe Multidisciplinar, com Nutricionistas e Psicólogos que continuarão acompanhando o paciente após a retirada do balão, diminuindo em muito as chances de falha terapêutica (novo ganho de peso).
Para a grande marioria dos obesos mórbidos (Índice de mássa corporal maior que 40 k/m²) proporciona perda de peso insuficiente (15%) devido a sua retirada em 6 meses.
As possíveis complicações do Balão intragástrico são: intolerância decorrente de náuseas e vômitos, refluxo gastroesofágico, úlcera gástrica e perfuração do Balão com obstrução do intestino.
O paciente é submetido a uma sedação igual ao procedimento de uma endoscopia digestiva. O médico anestesiologista monitoriza a função cardíaca e respiratória, proporcionando o conforto e segurança do paciente durante todo o procedimento de colocação do balão.
Após a colocação, o balão intragástrico é preenchido com soro fisiológico e azul de metileno estéreis, reduzindo o espaço interno do estômago, induzindo a saciedade precoce.
É importante para o resultado:
Assim como uma endoscopia, deve planejar ficar em repouso e não exercer atividades durante o dia de procedimento. Para uma boa adaptação, recomendamos um total de três dias de recuperação.
Poderá fazer a suas atividades normais antes e depois deste período, dependendo do tempo que o seu organismo levar para se habituar ao Balão Intragástrico.
A primeira semana é a que requer mais cuidados devido à adaptação do organismo com a presença do balão. Embora o volume do balão não seja muito diferente do volume de uma refeição usual (considerando a comida e bebida) temos que lembrar que no caso da refeição os movimentos do estômago irão promover o seu esvaziamento o que não ocorre na presença do balão.
Por isso, normalmente são prescritos medicamentos para inibir a acidez do estômago bem como as cólicas, náuseas e vômitos que representam uma resposta fisiológica do organismo. Mesmo assim, 80% dos pacientes apresentam algum episódio de vômito nesta fase de adaptação.
Além disso, deve se ter um cuidado especial com a dieta, prescrita e acompanhada por uma nutricionista especializada, inicialmente líquida evoluindo para pastosa e normalizando a consistência com o passar dos dias com grande atenção para a mastigação.
Bebidas alcoólicas devem ser evitadas nesta fase. O acompanhamento clínico e nutricional – e psicológico quando necessário – é fundamental para que o paciente aproveite ao máximo o benefício proporcionado por este método de tratamento e alcance os resultados desejados.
A recomendação do tempo de permanência com o balão é de 6 ou 12 meses. O tratamento pode variar entre 4 e 6 meses. O que vai determinar o tempo em cada paciente é a sua curva de emagrecimento.
Trabalhos científicos têm demonstrado que a grande perda de peso ocorre nos primeiros 4 meses. Depois parece haver uma adaptação ao balão. Por este motivo, pacientes que têm que perder grande quantidade de peso podem colocar novo balão após um período para continuar o tratamento.
Com o balão ajustável de 12 meses é possível aumentar o volume inicial do balão.
O acompanhamento médico de uma equipe multidisciplinar bariátrica é indispensável; tanto antes quanto após a colocação do Balão o paciente deve ser observado de perto por psicólogo, nutricionista, endocrinologista, gastroenterologista e preparador físico, entre outros especialistas, já que ele irá passar por transformações marcantes e deverá adquirir novos hábitos após a retirada do balão.
É necessário que haja um acompanhamento multidisciplinar do paciente que passou pela colocação de Balão Intragástrico. A equipe médica que determinará a freqüência desse acompanhamento.
Além disso, é necessário controlar a acidez do estômago durante o tratamento, com medicação específica indicada pelo médico que acompanha o tratamento.
O programa de seguimento é crucial para ter êxito com o Balão Intragástrico e para aprender novos hábitos para o seu estilo vida. Reunir-se com o médico pelo menos uma vez de quinze em quinze dias, enquanto o Balão Intragástrico se encontrara colocado.
Durante este período avalia-se o seu progresso e aprenderá os princípios valiosos de saúde, nutrição e exercícios que vão proporcionar-lhe uma base para continuar a ter êxito por um tempo prolongado.
Não existe milagre para a perda de peso e sim a adesão ao tratamento escolhido para obter êxito. Na verdade o balão é como o motor de um carro. Sozinho não faz o carro andar! O automóvel só anda devido a uma engrenagem complexa que impulsiona o seu funcionamento.
Haverá uma redução calórica importante na dieta nutricional, orientada para o paciente com mudanças dos hábitos alimentares. É nesta reeducação alimentar que se baseia todo o tratamento do balão intragástrico. É um processo lento, trabalhoso e de muita perseverança que necessita da colaboração e o comprometimento pleno do paciente.
A dieta diária para quem coloca o balão intragástrico varia de 850 a 1200 calorias.
Não é possível quantificar somente uma refeição, pois vai depender da forma como o paciente consegue ingerir. O importante é que a pessoa hidrate-se ao longo do dia.
O paciente mantém uma dieta líquida nos primeiro 10 dias após a colocação do balão. Nessa fase só é permitido tomar isotônicos, água de coco, picolé de frutas e chás.
Após este período, são acrescentados alimentos mais cremosos, como sopas. Depois de 15 a 20 dias, o paciente começa a ingerir alimentos sólidos, mas numa quantidade muito pequena.
De fato, a colocação de um balão intragástrico pode ter um efeito apenas transitório se não houver um envolvimento do paciente com as mudanças na alimentação, estilo de vida e principalmente da autoestima que poderão ser alcançadas neste tratamento.
Por isso, há um grande enfoque no preparo e acompanhamento profissional para que o paciente não se apóie na ilusão de que apenas preencher o estômago com um balão de silicone irá resolver, de forma mágica, seus problemas.
Deve-se lembrar de que a recuperação de peso pode ocorrer com qualquer modalidade de tratamento da obesidade (até mesmo nas cirurgias bariátricas) se não houver uma participação ativa do paciente neste processo.
Assim, o papel fundamental do acompanhamento clínico é manter os cuidados necessários para que, neste período, a pessoa tenha condições de emagrecer, reeducar seus hábitos e ganhar mais saúde para que, após a retirada, o paciente esteja pronto para se beneficiar dos diversos recursos disponíveis para prevenção da recuperação de peso.
Antes de qualquer procedimento, é fundamental consultar um especialista. A endoscopia digestiva alta tem poucos riscos de sangramento e perfuração. No entanto, apenas um médico qualificado pode realizar a endoscopia e fornecer as informações necessárias antes e depois do procedimento.
A mudança nos hábitos alimentares e prática de exercícios físicos do paciente são imprescindíveis para o sucesso do procedimento. O principal objetivo deste tratamento é promover a reeducação alimentar, para que o paciente mantenha o peso após a retirada da estrutura de silicone.
O balão intragástrico é um dispositivo de uso temporário e que proporciona a perda de peso moderada. Este tratamento é direcionado a casos específicos de sobrepeso e, por isso, a consulta ao especialista é importante no diagnóstico de cada situação. Não há necessidade de anestesia geral para a colocação e retirada do balão intragástrico. Um segundo balão pode ser colocado no estômago, no momento de sua retirada ou após dois meses de intervalo, otimizando o tratamento.
Além do médico, é necessário também o acompanhamento de profissionais da Psicologia, Nutrição e realizar atividades físicas.
RQE 29435 CIRURGIA DO APARELHO DIGESTIVO
RQE 23971 CIRURGIA GERAL
RQE 29436 CIRURGIA DO TRAUMA
RQE 36304 ENDOSCOPIA